Um prática já denunciada pelo "Zé Marreta" em outra edição (nº 1033) se tornou comum também na MetalFund, segundo denúncias: a utilização de dois cartões de ponto para mascarar horas extras. Funciona assim: o funcionário é obrigado a utilizar um cartão para as horas normais e outro para as extras, que, dessa forma, também parecem horas normais, de outra jornada. O funcionário nada ganha com o truque do patrão;apenas perde seu tempo e sua liberdade. Igualmente ilegal é o fato de a empresa ter implantado o banco de horas, sem que tenha havido acordo com o Sindicato nesse sentido, como prevê a legislação.
Na Afere, o golpe dos dois cartões também tem lugar. E a empresa voltou a atrasar o pagamento de salário. Aliás, é comum a Afere ter que cumprir Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com acompanhamento do Sindicato, por determinação da Justiça do Trabalho, mas, quando acaba o período do TAC, voltam as irregularidades.
Na Altemaq, mais procedimento irregular relativo a hora extra: companheiros estão trabalhando além da conta sem que o trabalho excedente seja remunerado conforme determina a lei. As horas extras são pagas como horas normais, lesando o trabalhador.
Problemas e mais problemas na MetalFund