22/08/2008 - 10:12
Hora extra: MetalFund, Afere e Altemaq burlam a lei
 

Um prática já denunciada pelo "Zé Marreta" em outra edição (nº 1033) se tornou comum também na MetalFund, segundo denúncias: a utilização de dois cartões de ponto para mascarar horas extras. Funciona assim: o funcionário é obrigado a utilizar um cartão para as horas normais e outro para as extras, que, dessa forma, também parecem horas normais, de outra jornada. O funcionário nada ganha com o truque do patrão;apenas perde seu tempo e sua liberdade. Igualmente ilegal é o fato de a empresa ter implantado o banco de horas, sem que tenha havido acordo com o Sindicato nesse sentido, como prevê a legislação.

Na Afere, o golpe dos dois cartões também tem lugar. E a empresa voltou a atrasar o pagamento de salário. Aliás, é comum a Afere ter que cumprir Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com acompanhamento do Sindicato, por determinação da Justiça do Trabalho, mas, quando acaba o período do TAC, voltam as irregularidades.

Na Altemaq, mais procedimento irregular relativo a hora extra: companheiros estão trabalhando além da conta sem que o trabalho excedente seja remunerado conforme determina a lei. As horas extras são pagas como horas normais, lesando o trabalhador.

Problemas e mais problemas na MetalFund

4Chefia não aceita declaração de comparecimento ao Pronto-Atendimento (PA). O trabalhador adoece e ainda perde o dia ou horas

4Trabalhadores estão há dois meses sem receber o contra-cheque, para conferir detalhes de sua remuneração ou comprovar renda

4Pagamentos têm sido feito no quinto dia útil, porém após o expediente bancário e em cheque

4Embora o Sime e o nosso Sindicato estejam avançando nas negociações sobre implantação de restaurante para as terceirizadas de fora da Usina, a MetalFund chegou a pressionar seus funcionários para fazerem um abaixo-assinado abrindo mão do benefício

4 Um supervisor e um integrante da Cipa têm transformado a perseguição e a "deduragem" em sua filosofia de trabalho

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