O discurso da ArcelorMittal Monlevade é de igualdade para todos, mas os escritórios de algumas empresas terceirizadas parecem ter sistemas de vedação que impedem a chegada de mensagens de dignidade. É o que se pode concluir pelo que se vê na Ala B do Restaurante da Usina, destinada aos companheiros terceirizados. Além do péssimo atendimento, os trabalhadores têm que aturar arroz grudendo, o suco é mais água colorida do que suco e, ainda, por cima, é servido quente e guardanapos são uma raridade.
Outro problema é que alguns patrões, para compensar a obrigatoriedade de fornecer o café da manhã aos funcionários a R$ 0,38, têm inflacionado o almoço e o jantar.
A boa notícia é que têm avançado as negociações entre o Sindicato e o Sime (Sindicato dos Indústrias) para implantação de restaurante para as empresas de fora da usina.
ASSÉDIO MORAL
A GR, empresa responsável pela administração do restaurante da Usina de Monlevade, tem se caracterizado pela afronta aos seus funcionários. Há denúncias de agressões verbais e outras formas de mal-trato, embora os companheiros já tenham até sido recebido prêmio de segurança e limpeza, o que atesta a qualidade de seu trabalho.