A ArcelorMittal Brasil foi classificada entre as 10 melhores empresas para trabalhar, em pesquisa realizada pela revista Exame. De acordo com a reportagem, os próprios funcionários classificam a empresa como uma "baita" companhia. O que a matéria não diz é que parte da mão-de-obra tem debandado para concorrentes, em busca de condições de trabalho realmente boas.
O texto da Exame relaciona uma série de benefícios "oferecidos" pela ArcelorMittal. Faltou dizer que tais benefícios foram, na realidade, conquistados pelos trabalhadores em anos e anos de mobilização e pressão. Um exemplo? O pagamento de retorno de férias, conquista que começou a ser gestada pelo movimento sindical em Monlevade, ainda nos anos 80.
A revista enumera, também, questões como o pagamento de cursos de pós-graduação para funcionários, convênios com cursos de mecânica e metalurgia, bolsas de estudo integral para a faculdade dos filhos, auxílio creche e por aí vai. Tudo isso nasceu assim: dos próprios trabalhadores, através de sua união e luta.
E ainda há muito a ser conquistado, para que a empresa possa dizer, de forma fundamentada, que é mesmo uma das melhores para trabalhar. Entre as muitas melhorias que ainda precisam ocorrer, está o tratamento igualitário entre funcionários. Hoje, os trabalhadores novatos não recebem o chamado ajuste remuneratório pessoal, um valor que é adicionado ao salário para compensar as perdas decorrentes das mudanças no sistema de revezamento.
Frente a esse cenário, fica mais evidente que todos, inclusive os novatos, precisam se engajar nas demandas da categoria. A via para esse engajamento é o Sindicato. O Sindicato é nosso, de todos nós.