20/10/2008 - 10:11
Semana da Primavera: participantes destacam que oficinas são opção cultural e geram renda
 

Foto: Wir

O menino Cauã Jule /batista, junto a caleidoscópios criados em oficina

 

“Foram muito bem montadas, dirigidas, organizadas. Material de primeira. Eu nem sabia que o Sindicato tinha essa estrutura”. Foi assim que Maria das Graças Zunzarren, 46 anos, professora de ensino fundamental, definiu as oficinas realizadas pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Monlevade como parte da programação da Semana da Primavera, entre os dias 13 e 17 deste mês. Ela participou dos cursos de embalagens, velas e topearia, ministrados por Rângela da Penha Veiga, e os classificou com “excelentes”.

 

Maria das Graças destacou que atividades como essas fazem falta. “A cidade precisa, a cidade é pobre em opções culturais”, disse. Ele completou que as oficinas “mexem com a mente e com o social”.

 

A aposentada Maria da Costa Venâncio, 64, reforçou a avaliação de Maria das Graças e lembrou que as oficinas são também uma forma de possibilitar geração de renda. “Já faço trabalhos para a família e para vender”.

 

Além de velas, topearia e embalagens”, Maria da Costa se inscreveu também em iniciação em técnica vocal, que teve como professor o músico Ronivaldo Magalhães José.

 

“É legal, suja a roupa”

 

As oficinas não contemplaram apenas adultos. As crianças puderam se divertir aprendendo a criar caleidoscópios, fantoches, marionetes e história em quadrinhos. Mariana Sales, 9 anos, adorou aprender a fazer fantoches. “Suja a roupa”, disse ela, sorridente. “Gostaria que acontecesse mais”. Quem também pediu para essas atividades acontecerem mais vezes foi Luiza Florença Nunes, 7. “Muito legal!”. Tímido, Cauã Jule Batista preferiu expressar sua alegria balançando a cabeça a traduzir um “gostei muito”.

 

A arte-educadora Deisiele Moreira da Cunha foi a responsável pelos cursos destinados aos públicos infantil e juvenil.

 

Charges

A Semana da Primavera envolveu, também, a realização de uma mostra de charges dos artistas Gilson Afonso, Nem, Geraldo Magela e Zema.

 

Todas as atividades, coordenadas pelo Centro de Referência e Memória do Trabalhador (Cerem), foram gratuitas e aconteceram no Centro de Formação e Eventos do Trabalhador, na sede do Sindicato, com exceção do encerramento, que teve festa de confraternização e exposição dos trabalhos produzidos pelos alunos, nas dependências da Escola Estadual Louis Ensch.

 

O evento é fruto da política do Sindicato de reforçar os laços com a comunidade, uma tradição que faz parte da história da entidade desde os anos 50 e que a atual dirietoria procura ampliar.

 

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Clique no link abaixo para ver fotos do dia do encerramento:

 

http://www.flickr.com/photos/31525481@N02

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