Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos
de João Monlevade

Filiado à CNM/CUT

 
 

 

 
07/11/2008 - 10:37
Grupo 19 quer rasgar a Constituição e a CLT e precarizar o trabalho nas terceirizadas
 

O Sime, sindicato patronal do Grupo 19, quer fazer as relações de trabalho caminharem para trás, para as fronteiras do abuso e do desrespeito. Foi o que se viu na reunião de negociação de pauta, na última quarta-feira, dia 5. A entidade quer desregulamentar a jornada de trabalho normal, impondo a utilização de horas extras ao bel-prazer das empresas e sem a devida remuneração. A jogada é impor o banco de horas, sem que os funcionários tenham qualquer poder sobre o critério de compensação.

Além disso, o Sime desrespeita a legislação ao propor a utilização do Contrato de Serviços de Natureza Provisória de forma generalizada. Isso significa trocar a contratação do trabalhador com todos os direitos trabalhistas previstos na CTL pelo contrato de trabalho temporário, que elimina algumas obrigações fundamentais (como multa rescisória, por exemplo).

O Sindicato patronal foi ainda mais longe. Chegou a propor que os funcionários só pudessem utilizar o uniforme no ambiente de trabalho, tendo, porém, que se responsabilizar pela sua manutenção e higiene. Mesmo sabendo que, em muitos casos, nem local para guardar o uniforme na empresa o trabalhador tem.

Além disso, o Sime apresenta como proposta dos próprios trabalhadores o que, na realidade, é vontade dos patrões. É o que ele faz ao sustentar que os trabalhadores não querem a antecipação do 13º por ocasião das férias, que consta em nossa pauta de reivindicações.

Na mesma reunião do dia 5, permaneceu, ainda, a intransigência frente a alguns itens que já vinham sendo discutidos. Um deles é a implantação do SESMT único, unificando, em um único banco de dados as informações referentes a saúde e segurança do trabalho de todas as empresas do grupo 19. Com essa implantação, alguns problemas podem ocorrer. Informações irreais, que prejudicam o trabalhador, seriam compartilhadas por todo o grupo.

A legislação permite a iniciativa de se implantar o SESTMT único, só que exige a participação e acompanhamento do sindicato dos trabalhadores no processo, o que o Sime não quer.

E nada de avançar nas cláusulas econômicas.

Tudo isso querem que nosso Sindicato aceite. Uma palavra para eles: NÃO. Outras palavras para os companheiros que trabalham nas terceirizadas: precisamos estar comprometidos com a luta por melhores condições de trabalho. Unidos, mobilizados. Dispostos a utilizar os instrumentos que a lei nos garante para defender nossos direitos.

Nova reunião com o Sime acontece no dia 13, às 14 horas.

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