Mais de 500 metalúrgicos compareceram, na última terça-feira, à assembléia convocada pelo Sindicato e realizada em dois turnos, para apreciação da proposta apresentada pela ArcelorMittal Monlevade para o Acordo Coletivo 2007/2008. A categoria votou em massa contra o que a empresa propõe: aumento salarial de 9,72% e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) com valor mínimo de R$ R$ 4.830,00 e máximo de R$ 5.325,00 (de acordo com cumprimento de metas), descontada antecipação de R$ 1.400,00. A ArcelorMittal, contudo, ainda obteve seis votos.
Foi um importante NÃO à intransigência da empresa, que tem se ancorado no discurso em torno da crise para não dar abertura a uma negociação consistente.
Até a última reunião de negociação, a empresa sustentava uma proposta de PLR com valor mínimo de R$4.500,00 e máximo de R$ 4.975.00, com base em metas que nos pareciam discutíveis. Como apresentamos uma contraproposta, com valores em aberto, mas insistindo em metas mais racionais, principalmente no que se refere a absenteísmo, e acrescentando um indicador para combater o excesso de horas, a Arcelor apresentou novos parâmetros para a PLR (estes que colocamos em votação pela categoria no último dia 4). Na quarta-feira, encaminhamos à empresa ata da assembléia e nossa contraproposta: 11,5% de aumento salarial e PLR com valor máximo de R$ 9.580,00 e mínimo de R$ 7.000,00.
A resposta ao estilo duro e antidemocrático da ArcelorMittal tem que ser a união. A assembléia foi um exemplo de mobilização dos companheiros, inclusive os novatos. Agradecemos a todos.