Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos
de João Monlevade

Filiado à CNM/CUT

 
 

 

 
13/11/2008 - 08:56
Mobilização e greves crescem no país
 

As empresas, na mesa de negociação, têm argumentado que, a cada dia que passa, negociar melhorias em sua proposta se torna mais difícil por causa da crise internacional. Como já dissemos várias vezes, nossa discussão se dá em cima de valores que já foram alcançados, alta lucratividade que a empresa já embolsou e, portanto, cenários futuros devem estar fora da conversa.

Esses empresários parecem acreditar que a capacidade de mobilização dos trabalhadores está abalada por causa do cenário econômico atual. Não é o que se pode constatar pela simples passagem de olhos pelos jornais. Em outubro, diversas paralisações marcaram o país. Aproximadamente 250 mil bancários pararam por duas semanas e conquistaram ganho real de 2,66%, metalúrgicos pararam por um dia em São Paulo reivindicando reajuste de 20%, no Espírito Santo companheiros entraram em estado de greve e, em alguns casos, o aumento real chegou a 3,23%.

Em entrevista o jornal "Brasil de Fato", o presidente da Federação dos Metalúrgicos do Rio Grande do Sul, Milton Viário, destacou que a diminuição do desemprego e a conseqüente redução do número de pessoas à porta das empresas, procurando trabalho, é um dos fatores que tem propiciado um fortalecimento do movimento sindical. Ele lembra, porém, que a luta é natural em razão do conflito de interesses entre patrões e empregados. "Os trabalhadores são explorados permanentemente, então, havendo uma condição melhor, eles se movimentam em busca de melhoria das suas condições de vida", destaca o presidente da Federação.

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