A comunidade monlevadense optou pela renovação administrativa nas eleições municipais deste ano. A diretoria do Sindicato engajou-se efetivamente na campanha dos candidatos que, em nossa avaliação, representavam compromisso com uma administração democrática, transparente, popular. Foi por isso que procuramos mobilizar os metalúrgicos para dar a vitória à dupla Gustavo Prandini / Wilson Bastieri. E agora que essa vitória se concretizou, agradecemos aos companheiros que também acreditaram que João Monlevade precisa tomar outro rumo, em boas mãos. Por outro lado, lamentamos que alguns companheiros, principalmente aposentados, não tenham atendido ao chamado e preferiram se alinhar a forças do atraso.
A diretoria do Sindicato não faz política partidária, mas não pode deixar de lado as demandas políticas de movimentos populares e, de modo geral, dos segmentos da sociedade que acreditam em transformações substantivas, que enterrem a corrupção e promovam uma vida mais justa. A história de nossa entidade está intimamente ligada à história da construção da democracia e de um projeto social voltado para a busca da igualdade.
Vale lembrar, nos anos 80, a participação dos metalúgicos de João Monlevade na criação da Anampos (Associação Nacional dos Movimentos Populares e Sindicais), berço da CUT. Também na mesma década, o companheiro João Paulo Pires de Vasconcelos, com os votos da categoria, tornou-se deputado constituinte, para lutar pela formalização de direitos trabalhistas e sociais na Carta Magna.
O compromisso dos metalúrgicos com a mudança contribuiu, também, para que o saudoso Leonardo Diniz assumisse a Prefeitura de João Monlevade de período de 1989 a 1992. Foi um mandato caracterizado por forte participação popular e investimento em melhorias para a população carente. Sua gestão tornou-se referência e, até hoje, Leonardo é um nome que se mantém de forma mais do que positiva na memória da população.
Depois, viria, também, a administração do médico Laércio Ribeiro, com a mesma orientação participativa.
Agora, acreditamos que a cidade tem a oportunidade de viver novos momentos de recuperação do esforço para oferecer dignidade a todos. Acreditar não é se curvar ao puro apoio, incondicional. Não. Nossa tradição é da cobrança responsável e da mobilização. É assim que se deve fazer sindicalismo. E política também.