Conseguimos retomar a discussão das pautas econômicas com o Sime (sindicato patronal das empresas do Grupo 19), na última quarta-feira, 19. Mas o Sime não quer que os trabalhadores tenham ganho real. A proposta é de apenas repor a inflação, reajustando os salários em 7,04% (percentual do INPC). Já para a PLR, propuseram os seguintes valores: R$ 703,50, para a empresas de dentro da usina; R$ 613,40, para as de fora:; R$ 209,09, para oficinas de eletromotores; e R$ R$ 174,20 para serralherias. Porém esses valores, além de baixíssimos, estariam condicionados a cumprimento de metas individuais e por equipe (metas essas que ainda não foram definidas) e seriam pagos em duas parcelas, sendo metade 20 dias após assinatura do acordo, e a outra metade no dia 22 de abril de 2009.
Nossa reivindicação é de aumento salarial de 11,5% (equivalente ao INPC mais ganho real de 4,16%) e PLR com estes patamares: R$ 1.350,00, para empresas de dentro e indústrias de fora; R$ 401,13, para oficinas de eletromotores; e R$ 334,30, para serralharias. Exigimos, ainda, abono único especial, no valor de R$ 250,00 (considerando metas), item que o Sime se negou a discutir. Também os patrões recusam conversa sobre a mudança que propusemos para o prêmio por tempo de serviço que, em nossa proposta, seria pago a partir de 5 anos de casa, com valor equivalente a 50% do salário.
BANCO DE HORAS? NÃO, OBRIGADO.
O Grupo 19, alegando impactos da crise, quer que nosso Sindicato inclua na Convenção Coletiva a possibilidade de os funcionários trabalharem sábado e domingo, sem remuneração de horas extras. A proposta dos patrões é implantar banco de horas, mas o trabalhador não teria nem mesmo poder para definir a forma de compensação do trabalho extraordinário. As empresas poderiam, livremente, determinar a compensação para antes ou depois do trabalho no fim de semana.
Proposta indecente não dá para aceitar. Mobilização já!