21/11/2008 - 08:50
Aumento real na proposta de reajuste da Multiserv/Sobremetal é de 1,01%; negociações continuam
 

Na última segunda-feira, 17, A Multiserv/Sobremetal e o Sindicato voltaram à mesa de negociações referentes à data-base. A empresa propõe reajuste salarial de 8,12%, o que representa reposição da inflação (7,04%) mais 1,01% de aumento real. A proposta prevê ainda piso salarial de R$ 550,00 (para os trabalhadores da área de siderurgia) e R$ 521,00 (para os de outras áreas de atuação).

Nossa reivindicação é de 11,5% de reajuste salarial e abono com valor mínimo de R$ 250,00 e máximo de R$ 480,00, de acordo com cumprimento de metas de redução de horas extras.

A empresa mantém a proposta de substituir o pagamento em dobro do dia de folga (que, atualmente, só contempla funcionários admitidos antes de 01 de outubro deste ano) e o leite por cesta básica, para todo o quadro de pessoal, sem restrição.

Progressão Funcional

O Sindicato levou à mesa de negociação também questionamento quantos aos critérios de progressão funcional (promoções) na empresa. A diretoria da MultiServ/Sobremetal admitiu distorções, que, inclusive, estariam provocando a perda de mão-de-obra qualificada.

A empresa informou que a nova gerência de Recursos Humanos já está empenhada em buscar soluções, que foram prejudicadas pela crise internacional, mas comprometeu-se a realizar reuniões mensais com o Sindicato para discussão do Plano de Cargos e Salários.

Nova reunião para discussão da pauta de reivindicações está agendada para o próximo dia 26.

Empresa tenta maquiar cálculo da 7ª e 8ª horas

A MultiServ/Sobremetal entregou ao Sindicato, na última reunião de negociação, documento com análise do modelo mantido pela empresa para remuneração da 7ª e 8ª horas dos trabalhadores da Escala de quatro letras. A empresa entende que não há distorções, mas procederemos à análise do estudo.

Na mesma ocasião, a diretoria da MultiServ/Sobremetal apresentou boletim questionando matéria do "Zé Marreta" sobre o tema. No texto, a empresa contrapõe um cálculo que, segundo ela, seria o correto e vem sendo "adotado durante todos esses anos" a outro que seria o "proposto pelo Sindicato". Muito bom que a empresa decida lançar uma publicação, em nome da transparência. Mas não é nada bom o artifício de tentar maquiar o cálculo, depois de ter retardado o mais que pôde a discussão do problema. A empresa ainda distorce informação ao falar em "proposta do Sindicato". O Sindicato esclarece que não "propôs" valor algum. Apresentou, sim, um exemplo puramente teórico, pautado em cima de um salário-hora de caráter apenas ilustrativo (sem referência à jornada mensal, inclusive ) e - como está claríssimo na matéria - considerando um percentual de horas também estritamente ilustrativo. Não há, como, portanto, falar em "proposta" da entidade.

De qualquer forma, a categoria continuará a ser informada sobre a discussão.

MAIS UMA...

Segundo relatório da Multiserv/Sobremetal, algumas metas necessárias ao pagamento da PPR não foram atingidas. Entre elas, está o percentual de acidentes. O que a empresa não considera é que, em muitos casos, o trabalhador acaba acidentado pelas péssimas condições de trabalho provocadas por equipamentos obsoletos e até danificados. Além disso, entre os indicadores de metas, há itens simplesmente impossíveis de serem atingidos, até por se referirem a ocorrências sobre as quais os funcionários não têm como ter controle.

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