| | | | | 22/12/2008 - 08:07 | | | Fechados todos os acordos 2008/2009 | | | Esta semana, foram fechados os últimos acordos coletivos que estavam pendentes. Na quarta-feira, 17, os trabalhadores da MultiService/Sobremetal aprovaram a proposta de reajuste salarial de R$ 10,29%, mas condicionaram o fechamento do acordo ao atendimento às reivindicações de melhoria da Participação nos Resultados (PPR), o que a empresa atendeu no dia seguinte. O reajuste concedido, que representa ganho real de 3,04% (já que o INPC foi de 7,04%) será pago da seguinte forma: em dezembro, 8,12% (retroativos a 1º de outubro); 1%, em fevereiro de 2009; e mais 1% em maio. A história da PPR A princípio, a proposta a Sobremetal era pagar apenas 70% da PPR de R$ 1.454,17, o que resultaria em R$ 1017,92, mas, como R$ 645,00 já foram antecipados, o valor a ser embolsado seria de somente R$ 372,92. A alegação era de que não haviam sido atingidas plenamente as metas estabelecidas para os funcionários. Mas os companheiros questionaram a avaliação da empresa e, por isso, novo plano de metas, com cerca de 200 itens, foi estabelecido e totalmente cumprido pelos trabalhadores. A nova proposta dos patrões chegou a R$ 1313,35 que, com o desconto da antecipação, resultou em R$ 668,35. Os trabalhadores exigiram mais R$ 50,00 em dinheiro. Para fechar o acordo, a Sobremetal propôs antecipar para dezembro o fornecimento do tíquete (cartão magnético para aquisição de gêneros alimentícios). Com um detalhe: embora o tíquete, a partir janeiro, seja de R$ 40,00 (no mínimo), em dezembro o valor creditado será de R$ 50,00. E, neste último mês do ano, será ainda distribuído o vale para compra de leite. GRUPO 19 - EMPRESAS DE FORA Na quinta-feira, foi a vez dos companheiros das empresas de fora da Usina avaliarem a nova proposta dos patrões, depois de terem recusado um reajuste de 8,49%. A pressão dos trabalhadores levou as empresas a elevarem o valor para 10,17% (o mesmo que já havia sido acertado paras as indústrias de dentro da usina), que foi aprovado. Esse percentual será escalonado em três vezes, sendo que 8% serão pagos em dezembro (retroativos a 1º de outubro), 1% em fevereiro de 2009 e outro 1% em maio. O ganho real é de 2,92%. A PLR acertada em acordo é de R$ 920,00, também pagos em três vezes. Agora, no dia 22 de dezembro, serão depositados, para saque a partir do dia 24, R$ 500,00; em 22 de fevereiro de 2009, outros R$ 210,00; e, em 22 de maio, os R$ 210,00 restantes. Funcionários demitidos antes do dia 3 de dezembro terão suas rescisões corrigidas em 8% e os demitidos após essa data receberão os mesmos 10,17% concedidos a quem continua na empresa. As rescisões completares serão pagas até 15 de janeiro. Diferença em relação à ArcelorMittal ficou abaixo de 0,1% O primeiro acordo fechado este ano foi com a ArcelorMittal, em 14 de novembro, e o reajuste ficou em 10,5%, com ganho real de 3,23%. O percentual para os trabalhadores do Grupo 19, de 10,17%, representa um diferença de 0,003% em relação à Arcelor, e no caso da Sobremetal, em que reajuste é de 10,29%, a diferença é de 0,0019%. Para se ter uma idéia mais clara, tomando como exemplo um trabalhador com salário de R$ 600,00, com o reajuste a diferença do salário na Sobremetal para a ArcelorMittal será de R$ 1,14 (um real e quatorze centavos) e, no Grupo 19, de R$ 1,80 (um real e oitenta centavos). Em Minas Gerais, maior reajuste da categoria foi de 10,5% A mobilização dos trabalhadores em João Monlevade garantiu ganhos reais que, apesar de não serem os ideiais, demonstraram a força dos metalúrgicos mesmo em meio a uma conjuntura desfavorável. O reajuste obtido, de 10,17% (Grupo 19), 10,29% (Sobremetal) e 10,5% (ArcelorMittal) estão entre os mais altos do Estado. Na Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM/MG), Sabará, Vespasiano e Itaúna, o percentual variou de 9,5% a 10,5%, de acordo com o número de trabalhadores de cada empresa. Só em São Paulo, houve ganho maior. Montadoras e empresas de auto-peças concederam, respectivamente, aumentos de 11,01 a 11,04%, após greves. | | | voltar | |