15/06/2009 - 08:59
Assembleia na unidade de Juiz de Fora desmascara boato da ArcelorMittal
 

Na manhã da última quarta-feira, 10, representantes de quatro sindicatos de trabalhadores da ArcelorMittal se reuniram em Belo Horizonte, para aprofundar as discussões sobre a PLR. O encontro foi importante, entre outras coisas, por desmascar um boato espalhado pela empresa, o de que, nas unidades de BH/Contagem e Juiz de Fora, já havia sido fechado acordo. Não é verdade. Em Juiz de Fora, aconteceu assembleia durante reunião sindical e a respostas dos trabalhadores foi NÃO!. Em BH/Contagem, também nada estava decidido até o fechamento desta edição do Zé Marreta.

Além dos diretores dos sindicatos dessas duas unidades, estiveram presentes ao encontro delegações de Vespasiano e de nosso Sindicato.

O principal ponto em torno do qual se construiu a unidade das entidades sindicais foi a recusa do OFCF (fluxo de caixa livre) como condicionante para o pagamento da PLR. Relembrando: caso não sejam atingidos pelo menos 20% da meta desse indicador (sobre o qual não temos controle e pode ser manipulado na contabilidade), a PLR vai para o ralo. Mais: a empresa continua insistindo que esse indicador é uma imposição dos grandes chefões da ArcelorMittal, em Londres, na Europa.

A Europa não é um bom referencial nesse momento de crise global. Enquanto analistas econômicos – à direita, ao centro e à esquerda – garantem que países emergentes, como o Brasil, têm demonstrado boa resposta à crise, o mesmo não acontece lá fora. Um simples exemplo foi dado pela própria ArcelorMittal, que, na Espanha, fechou acordo para suspender os contratos de trabalho de 40% dos funcionários naquele país pelo menos até o fim do ano.

Outro detalhe importante é que, enquanto a empresa argumenta não poder implantar, aqui no Brasil, uma política de PLR diferente da que faz no velho continente, o mesmo não acontece, por exemplo, no programa de saúde e segurança, em que há o Acordo Marco Internacional, exigindo a participação dos sindicatos na discussão das políticas referentes a esses temas, mas, por aqui, tem sido diferente. Quer dizer: para excluir a participação ativa dos trabalhadores, é possível, sim, mudar as diretrizes de Londres, mas, para respeitar direitos, não.

Em resposta a solicitação dos sindicatos, a empresa se comprometeu a avaliar a possibilidade de reunião conjunta na próxima semana para discussão da PLR.

Aguarde. Assembleia vem por aí.

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