Esta semana, o senhor Valdemar Cardoso de Andrade, gerente administrativo do Sindicato Nacional das Indústrias de Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos, esteve em congresso que reúne, em São Paulo, entidades sindicais representantes de trabalhadores, intitulado "Expressão da Globalização - Impactos sobre os trabalhadores e análises comparativas Alemanha/Brasil". O que interessa nessa referência ao senhor Valdemar é que a presença dele foi para "intermediar" a negociação da PLR da ArcelorMittal. Em outras palavras: tentar fazer os sindicatos dizerem "SIM" à proposta.
Na semana passada, o senhor Valdemar já havia tentado dobrar o Sindicato de BH/Contagem, após reunião que reuniu representantes sindicais e ArcelorMittal na Delegacia Regional do Trabalho, dia 24 de junho. Para ele, os colegas da Trefilaria é que estavam dificultando o grande SIM, conjunto e em uníssono. Assumindo a função de emissário do imperador Lashimi Mittal, o diretor do sindicato patronal reclamou, também, que nossos companheiros de Juiz de Fora teriam se comprometido a aprovar a proposta torta de PLR, mas voltaram atrás.
Muito estranho que a ArcelorMittal, que tem se recusado o tempo todo a negociação conjunta com o sindicatos dos trabalhadores e a participação da FEM (Federação Estadual dos Metalúrgicos), da CNM e da CUT, tenha recorrido, ela mesma, à intermediação de um terceiro. Dois pesos, duas medidas.
E é bom deixar claro: a resistência à proposta nociva aos trabalhadores não está em um sindicato só. Ninguém vai dizer SIM ao que prejudica a categoria.