Insatisfação têm sido o principal ingrediente no ambiente de trabalho de vigilantes da Magnus e regularmente reclamações chegam ao Sindicato. Companheiros fazem horas extras sem receber pelo excedente, e o adicional noturno também não tem chegado ao bolso de quem o merece.
O problema mais recente é a alteração de horário de companheiros que, antes, trabalhavam de 7 às 19 horas e, agora, terão que encarar o turno de 18 às 6 horas. Uma mudança que tem impacto no dia-a-dia, no relacionamento familiar, nos compromissos.
A velha palavra RESPEITO precisa ser afixada em algum lugar para leitura diária dos chefões.
Responsabilidade da ArcelorMittal
O cenário que incomoda trabalhadores da Magnus se repete em outras empresas que prestam serviço à ArcelorMittal, algumas delas com práticas abusivas para reduzir custos e manter concorrência desleal. A ArcelorMittal tem responsabilidade sobre esse quadro na medida em que admite que terceirizadas mantenham políticas nocivas de Recursos Humanos.
A Sartori e a Tecnosolo, por exemplo, guardam muitos exemplos de desrespeito. A primeira delas mantém trabalhadores em atividade em seu galpão sem carteira assinada. Já a Tecnosolo chegou até a demitir funcionários e só pagar a rescisão com um mês de atraso, com data retroativa, para driblar a legislação. E sem pagar multa rescisória.
Condutas inadmissíveis no ambiente de trabalho até levaram o Ministério Público do Trabalho a realizar fiscalização na área da usina de Monlevade, para levantar irregularidades.