O processo de construção da pauta de reivindicações dos trabalhadores, relativas à data-base deste ano, está se iniciando. É momento, portanto, de todos se engajarem e participarem das reuniões setoriais, para que possamos elaborar uma proposta que traduza efetivamente os interesses da categoria. As mulheres, por exemplo, precisam ser firmes nas demandas que lhes são específicas, para que sua voz também se faça ouvir.
No aspecto econômico, temos que considerar, em primeiro lugar, que, conforme estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), para recuperarmos nosso poder de compra – considerando o período do último reajuste até 30 de setembro deste ano - precisaríamos de uma reposição salarial de 4,82%. Frisando: isso seria só reposição. Precisamos lutar pelo ganho real também, para garantirmos salários dignos.
Já não faz sentido que o tema da crise socioeconômica mundial que, no Brasil, começou a se manifestar em setembro do ano passado, entre de novo na mesa. Basta ler os noticiários econômicos para ver que as medidas de enfrentamento do problema têm surtido efeito e o mercado já apresenta sinais claros de estabilização. Bom destacar também que, em uma série de listas das empresas com os maiores desempenhos no país, elaboradas pela revista Valor, a ArcelorMittal Brasil aparece nas primeiras posições. Entre os maiores lucros líquidos, por exemplo, o grupo está em 6º lugar na pesquisa, com números de R$ 2,571 bilhões em 2008.
Apesar do desempenho, enfrentamos meses e meses de cortes de "despesas", até mesmo de papel higiênico. Agora, queremos o que é nosso.