A Vale, principal empresa brasileira do ramo da mineração – setor fornecedor de matéria-prima para as siderúrgicas – anunciou em seu site, no último dia 24, estar diretamente envolvida na "viabilização de quatro grandes projetos siderúrgicos". Segundo a mineradora, "a indústria siderúrgica brasileira produziu 34 milhões de toneladas de aço bruto" e "os quatro projetos em desenvolvimento podem agregar 18,5 milhões de toneladas de aço à capacidade do setor", isto é, uma ampliação de 50% na capacidade de produção.
Entre as iniciativas citadas pela Vale, está ThyssenKrupp, em Santa Cruz, no Rio de Janeiro. De acordo com a mineradora, trata-se do maior investimento na área siderúrgica em andamento no Brasil. A capacidade de produção anual prevista é de 5 milhões de toneladas métricas de placas de aço, e o projeto envolve porto, coqueria e térmica. O início de operação deve ser em 2010.
Outro projeto é a CSU (Companhia Siderúrgica de Ubu), programada para ter potencial para produzir 5 milhões de placas anuais e, que segundo a expectativa, deve entrar em operação em 2014, no Espírito Santo. Há, ainda, a Alpa, no Pará, prevista para começar a operar em 2013, com capacidade anual de produção de 2,5 milhões de toneladas métricas de aço.
Um quarto empreendimento é a CSP (Companhia Siderúrgica do Pecém), no Ceará, capaz de produzir anualmente de 2,5 milhões a 6 milhões de toneladas de placas de aço para exportação e com início de operação programado para 2013.
Essas informações dão conta de a crise efetivamente evaporou, e os bons ventos já chegaram ao setor siderúrgico. Os bons tempos são bem-vindos. Nossos direitos também.