Finalmente, na última sexta-feira, dia 16, representantes do Sime (sindicato patronal do Grupo 19) se dispuseram a conversar. A decisão foi resultado da mobilização dos trabalhadores que, no dia 9, em assembleia, decidiram entrar em estado de greve.
Nesse encontro com os patrões, foi acertada a manutenção de 21 cláusulas sociais da Convenção Coletiva anterior, o que foi um avanço nas negociações. Por outro lado, as empresas querem suspender conquistas importantes, como o chamado “ajudante limitação temporário”. Essa cláusula garante enquadramento salarial ao ajudante que, por um período superior a um ano, desempenhar a função de profissional.
Outra conquista que querem jogar pelo ralo é a antecipação do 13º salário por ocasião das férias. Os patrões alegam que, muitas vezes, o trabalhador não tem interesse nessa antecipação. Ora, se ele não tiver, basta recebê-la e poupar. Mas é um direito importante, porque, em muitos casos, trabalhadores usam o pagamento de férias é para pagar contas, desafogar o orçamento, enquanto que, se tivessem uma remuneração decente, poderiam usar as férias para descansar, se divertir com a família, enfim, garantir qualidade de vida, o que é essencial até mesmo para a produtividade.
Condições de remunerar dignamente o funcionário e até ampliar direitos as empresas do Grupo 19 têm de sobra. Informações colhidas com trabalhadores em pesquisa realizada durante a assembleia do dia 9 dão conta de que muitas delas estão firmando novos contratos de prestação de serviço em várias partes do país. Outro indicador de crescimento é que, se houve forte redução do quadro de pessoal no período de crise, no momento o cenário tem sido de readmissão e até de ampliação do número de funcionários. Lágrimas, portanto, só as de crocodilo.
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