Somente mobilização - a exemplo do que já tem ocorrido Brasil afora - pode mudar a postura autoritária e fechada da ArcelorMittal, na hora de negociar nossa pauta de reivindicações. Reunir, a comissão de negociação da empresa se reúne, mas negociar mesmo, não. Foi o que se viu na última segunda-feira, no encontro com nosso Sindicato. A única resposta para todos os itens colocados à mesa foi NÃO. Os patrões não querem dar aumento real, não querem dar abono, não aceitam piso salarial de R$ 1500,00. Mais ainda: na cláusula relativa a ajuste de remuneração a trabalhadores sujeitos a turnos de revezamento, querem manter uma redação que faz novos funcionários perderem até 9,5% em seus ganhos, numa truculenta redução de salários.
Custos e lucros
Mais uma vez, os representantes da ArcelorMittal falaram em aumentos de custos na unidade de Monlevade, mas se assustaram quando o Sindicato mostrou gráficos demonstrando que, na realidade, os custos de produção de aços longos nas unidades da empresa são baixos e a usina de Monlevade permanece como referência. Além disso, O Ebitda (lucro operacional líquido) de 2007 para 2009, subiu de 20,7% para 35%. O resto é manipulação.
Está agendada próxima reunião par a dia 04. Paciência tem limites.