09/12/2009 - 08:57
ArcelorMittal e Grupo 19 (empresas de dentro) fecham acordo com trabalhadores
 

Em assembleia na última sexta-feira, 4, trabalhadores do Grupo 19 (empresas de dentro da usina), recusaram a proposta das empresas, por causa da PLR, que, em seu valor máximo, chegava a R$ 970,00, pagos em três vezes. Na segunda-feira, os patrões voltaram a atrás e dispuseram a pagar R$ 1.120,00 em parcela única, no próximo dia 20. O reajuste salarial, também aprovado pelos trabalhadores é de 6.54;% (o que representa a reposição da inflação, de 4,54, mais 2% de ganho real).

Os companheiros ArcelorMittal aprovaram, na terça, 7, em assembleia, a última proposta da empresa. O reajuste salarial é de 6,54%. Foi aprovado um abono de R$ 300,00 para os companheiros de horário diurno, e R$ 600,00 para os que trabalham em turnos de revezamento.

Bom lembrar que, no início das negociações, a empresa insistia em oferecer 4,45 de reajuste, chegou a propor o abono de R$ 300,00 e depois o retirou da proposta. Só após declaração de estado de greve, a ArcelorMittal mudou de postura.

O ganho real de 2% está longe da necessidade e dos direitos dos trabalhadores de João Monlevade, mas reflete o cenário de negociações país a fora.

Dentro do Grupo ArcelorMittal, o acordo de Monlevade foi o melhor até o momento. Piracicaba fechou reajuste de 6%, sem abono; Vespasiano e Sabará conseguiram aumento de 6,54%, como nós, porém sem abono nenhum. Em Timóteo, a empresa só propôs repor a inflação, e a negociação continua.

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