Em artigo escrito para a revista Voto, de Porto Alegre (RS), o senador Paulo Paim disse que a perda do poder de compra de aposentadorias e pensões acima do mínimo já chega a 75%. Ele também defendeu a correção dos benefícios nos mesmos patamares aplicados ao piso e criticou os argumentos de que essa medida quebaria a Previdência.
"O argumento que tem sido utilizado para não conceder a paridade de reajuste com o aumento real da inflação é de que o impacto de R$ 5 bilhões nas contas poderia quebrar a Previdência. Isso não condiz com a realidade. Quando os governos divulgam o déficit da Previdência consideram somente as contribuições sobre a folha de pagamento, excluindo outras fontes previstas em leis (CLSS, Cofins, loterias e outros)", disse Paim.
O senador destacou que "Somente no primeiro semestre de 2009 o superávit da seguridade foi de mais de R$ 20 bilhões. A receita foi de R$ 177.645,4 bilhões. Já as despesas da Seguridade foram de R$ 157.605,9 bilhões. Portanto, o saldo foi de R$ 20.034,0 bilhões".
De acordo com o artigo de Paim, no ano passado o superávit foi de R$ 50 bilhões, mas esse valor foi repassado para outras áreas do governo, como como ministérios, autarquias, enfim para outras possibilidades de ações governamentais. Essa prática já vem de muitos anos e, depois, o discurso do déficit é espalhado por aí.