Todos sabem que, às vésperas da auditoria sobre as condições de segurança na usina de Monlevade, ocorrida no período de 31 de maio a 04 de junho, a ArcelorMittal decidiu realizar um treinamento obrigatório para seus funcionários e também para os terceirizados. A medida, espécie de perfumaria para agradar os auditores, submeteu muitos trababalhadores a sobrecarga de trabalho, porque, mal terminavam de cumprir uma jornada estafante, tinham que se dirigir para a capacitação.
Mas não foi só. No período da auditagem, a ArcelorMittal forçou vários terceirizados a ficarem em casa e alterou os horários de outros, tudo para a que usina fosse o desejado paraíso. Agora, a Contepe está obrigando trabalhadores a compensarem as horas não trabalhadas nesse período, com 70% de acréscimo (ou seja, se alguém não trabalhou 4 horas, tem que pagar trabalhando quase 7) uma espécie de banco de horas invertido e, pior ainda, sem qualquer acordo com o Sindicato.
Sempre que problemas dessa natureza são levados à ArcelorMittal, a resposta é que ela não tem influência gerencial sobre as prestadoras de serviço. Tem. Se obrigou essas empresas a se curvaram à sua manobra, precisa exigir também que respeitam os trabalhadores. É função dela.