23/06/2010 - 10:05
Manobra para agradar auditoria vira banco de horas ilegal na Contepe
 

Todos sabem que, às vésperas da auditoria sobre as condições de segurança na usina de Monlevade, ocorrida no período de 31 de maio a 04 de junho, a ArcelorMittal decidiu realizar um treinamento obrigatório para seus funcionários e também para os terceirizados. A medida, espécie de perfumaria para agradar os auditores, submeteu muitos trababalhadores a sobrecarga de trabalho, porque, mal terminavam de cumprir uma jornada estafante, tinham que se dirigir para a capacitação.

Mas não foi só. No período da auditagem, a ArcelorMittal forçou vários terceirizados a ficarem em casa e alterou os horários de outros, tudo para a que usina fosse o desejado paraíso. Agora, a Contepe está obrigando trabalhadores a compensarem as horas não trabalhadas nesse período, com 70% de acréscimo (ou seja, se alguém não trabalhou 4 horas, tem que pagar trabalhando quase 7) uma espécie de banco de horas invertido e, pior ainda, sem qualquer acordo com o Sindicato.

Sempre que problemas dessa natureza são levados à ArcelorMittal, a resposta é que ela não tem influência gerencial sobre as prestadoras de serviço. Tem. Se obrigou essas empresas a se curvaram à sua manobra, precisa exigir também que respeitam os trabalhadores. É função dela.

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