27/07/2010 - 16:23
Comitê de Trabalhadores se mobiliza para que PLR não vá por água abaixo
 

Na quinta-feira da semana passada, 22, o Comitê Arcelor Brasil (que reúne sindicalistas) reuniu-se na Escola 7, em Belo Horizonte, para tratar estratégias de discussão da PLR de 2010 e questões de segurança e saúde. Participaram representantes dos sindicatos de Teixeira de Freitas (BA), Campinas (SP), Osasco (SP), Cariaca (ES), Vespasiano, BH/Contagem, Itaúna, Timóteo Juiz de Fora e Monlevade.

Sobre a PLR, foram acertados três pontos básicos:

1) NÃO ACEITAR a utilização do OFCF (o cash flow, fluxo de caixa) como condição para pagamento ou não da Participação nos Resultados. Cabe destacar que o OFCF tem demonstrado tendência de queda. Ano passado, chegou a 116%, mas, este ano, conforme dados do último dia 21, apresentados pelo Comitê, havia chegado, num movimento descendente, em 82%, com previsão vai chegar a 56% em maio de 2011, o que cancelaria o pagamento da PLR. No México, a Participação não foi paga em razão do OFCF não atingir a meta;

2) NÃO ACEITAR itens relativos a saúde e segurança para o cálculo, uma vez que os trabalhadores têm sido submetidos a condições insatisfatórias que os sujeitam a acidentes e a doenças;

3)- NÃO ACEITAR pagamento diferenciado - queremos valor linear, igual, para todos.

Empresa desconversa

No dia 19, nosso Sindicato encaminhou correspondência à ArcelorMittal Monlevade apresentando nossa proposta da PLR, contemplantando alguns princípios da metodologia de cálculo formulada pela empresa, mas focada, principalmente, nas demandas dos trabalhadores. A tabela foi divulgada no Zé Marreta anterior. Silêncio total. O que aconteceu é que, depois, a ArcelorMittal mandou nova proposta, mas sem qualquer menção à nossa correspondência.

Veja o que propôs a empresa:

Paradas mostram que certas metas estão fora de nosso controle

Para dar um exemplo de que certas metas incluídas na proposta da Arcelor Mittal estão fora de nosso controle, basta lembrar as paradas ocorridas, este ano, no alto forno e na Aciaria. Em consequência, veio a ser usado na usina material da unidade de Cariacica (ES), da Argentina e da concorrente Gerdau. O resultado foi queda do índice de qualidade e aumento das reclamações dos clientes, dois itens com impacto negativo na PLR. Problema de gestão, não dos trabalhadores.

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