27/08/2010 - 10:55
ArcelorMittal desconsidera desempenho da usina de Monlevade e nivela PLR por baixo
 

A ArcelorMittal mantém este ano a estratégia de discutir a PLR por unidade, isto é, apresentar, por exemplo, uma proposta para a usina de Juiz de Fora e outra diferente para Piracicaba. A intenção clara é dificultar uma ação conjunta dos diversos sindicatos que representam os metalúrgicos da empresa. Sim: só isso justifica a suposta diferença, porque, se prestarmos bem atenção aos detalhes das propostas, vemos que, na realidade, os valores de PLR resultantes em todas são bastantes parecidos e.... baixíssimos.

Comparemos os valores previstos para a faixa de atingimento de metas de 108% a 119,9%, nas unidades de Cariacica, Piracicaba, Sabará e São Paulo.

Cariacica - valor fixo de R$ 3.700,00 mais 80% do salário-base. Considerando o salário-base mínimo proposto, de R$ 1.800,00, a PLR para essa faixa de atingimento de metas seria de R$ 5.140,00.

Piracicaba - valor fixo de R$ 3.800,00 mais 80% do salário-base. Calculando o percentual sobre R$ 1800,00, o total seria de 5.240,00.

Sabará - valor fixo: R$ 3.690,00. Mais: 80% do salário-base. Também considerando R$ 1800,00, a PLR daria R$ 5.130,00.

São Paulo - idêntico a Sabará.

Não citamos aqui Vespasiano, apenas porque, lá, a proposta não prevê um salário-base mínimo para cálculo, mas, de qualquer forma, os números finais não são muito diferentes.

Bom frisar: os valores são praticamente os mesmos, independentemente da produtividade de cada unidade da ArcelorMittal. E a equiparação é por baixo. A usina de Monlevade é a mais produtiva do grupo em todo o Brasil. Portanto, não podemos aceitar esse tipo de política da empresa.

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